Zumbido no Ouvido
O que é o Zumbido no Ouvido? O zumbido no ouvido, é clinicamente denominado de tinnitus ou acúfeno, o qual é a percepção consciente de um som nos ouvidos ou na cabeça na ausência de uma fonte sonora externa correspondente. Embora ele próprio não seja uma doença,

sintomas zumbido no ouvido

refletem alguma alteração no sistema auditivo ou em estruturas próximas. Ele acomete cerca de 15% da população mundial e pode ser percebido como apitos, chiados, estalos ou pulsações, e sua intensidade e frequência podem variar.

Realidade do paciente com Zumbido Não há silêncio absoluto para muitas pessoas, em vez dessa tranquilidade, há um som constante, muitas vezes descrito como um “chiado de televisão fora do ar”, uma “panela de pressão ” ou um “grilo”. É o zumbido de acordo com a Organização Mundial da Saúde, que afeta mais de 700 milhões de pessoas no mundo.

No Brasil, um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) indicou que nos grandes centros urbanos, a prevalência pode ser ainda maior, tendo os sintomas do Zumbido no Ouvido afetando cerca de 22% da população. Diante de tal dado alarmante, é impossível usar o zumbido como um incômodo passageiro; é o corpo dizendo que é hora de investigá-lo para encontrar a causa por meio de uma análise auditiva especializada.

Na Fonotom, sabemos que isso interfere diretamente com a qualidade de vida, o que poderia resultar em insônia, dificuldades de concentração, irritabilidade ou até mesmo ansiedade. Nossos fonoaudiólogos, em São Paulo, tem por objetivo desmistificar as causas do zumbido, explicar a neurofisiologia por trás do som fantasma e apresentar as alternativas científicas disponíveis sobre o seu diagnóstico e tratamento.

Entendendo o que você ouve Quando os sintomas zumbido no ouvido começam a impactar a qualidade de vida é necessário passar em consulta com profissionais especializados na avaliação e tratamento do zumbido. Nem sempre um único profissional poderá cuidar sozinho do tratamento do zumbido, mas como na maioria dos casos, esse sintoma está relacionado a alguma alteração auditiva é possível começar esse caminho com uma consulta fonoaudiológica.

Pacientes descrevem a percepção sonora de várias formas. Identificar o “Sons do Zumbido” ajuda a suspeitar a origem.

1. Assobios: um som contínuo e de alta frequência. É o tipo de som mais comum associado a perda auditiva nas regiões altas e também a experiências de ruído elevada.

2. Chiado ou cachoeira: som semelhante a uma TV fora de sintonia. Pode estar associado a múltiplas frequências auditivas afetadas.

3. Pulsátil: sons baseado no batimento cardíaco do paciente. Um achado imediato, pois pode indicar um estreitamento do vaso sanguíneo que flui ao lado do ouvido, como a carótida ou o glomus jugular.

4. Estalos: sons causados por mioclonias dos músculos da orelha média ou do palato.

5. Zumbido somatossensorial: conhecido como o som relativo ao movimento da mandíbula, olhos ou pescoço. Indica uma forte conexão entre o sistema auditivo e o sistema muscular/esquelético.

Quando os sintomas zumbido no ouvido começam a impactar a qualidade de vida é necessário passar em consulta com profissionais especializados na avaliação e tratamento do zumbido. Nem sempre um único profissional poderá cuidar sozinho do tratamento do zumbido, mas como na maioria dos casos, esse sintoma está relacionado a alguma alteração auditiva é possível começar esse caminho com uma consulta fonoaudiológica.

Por que o Zumbido acontece? Para tratar, é necessário primeiro entender o mecanismo. A teoria mais aceita pela comunidade científica hoje, da American Academy of Otolaryngology, é a da neuroplasticidade desadaptativa.

No zumbido, o cérebro acaba “aprendendo” um barulho que não existe mais. Mesmo depois de a causa inicial sumir — como uma exposição forte ao som, alguma irritação no ouvido ou perda auditiva — o cérebro continua repetindo o sinal como se fosse real. As áreas que cuidam da audição ficam agitadas, e outras partes ligadas à atenção e à ansiedade acabam dando ainda mais destaque a esse som interno. Por isso o zumbido parece tão presente e difícil de ignorar. Hoje, já sabemos que ele não é só um problema do ouvido, mas também um hábito do cérebro. E a boa notícia é: assim como o cérebro aprendeu esse som, ele pode reaprender a diminuí-lo com tratamentos que ajudam a reduzir a importância dada ao ruído e a equilibrar novamente o sistema auditivo.



Você pode fazer a analogia do ouvido interno com o de um microfone, que captura o som e o leva até o cérebro. Se você tem perda auditiva — mesmo que pequena e imperceptível para o seu dia a dia —, esse microfone não envia sinais de determinadas frequências para o cérebro.

O cérebro, sentindo falta desses estímulos sonoros, tenta “aumentar o volume”: há uma hiperexcitabilidade neuronal no córtex auditivo, perpetuando o zumbido. Ou seja, na maior parte dos casos há uma causa associada ao sistema auditivo central para o zumbido: em outras palavras, o zumbido é na maior parte dos casos, a resposta do cérebro à perda auditiva.

Insight Clínico: é muito comum um paciente chegar a Fonotom dizendo “eu escuto bem, mas tenho zumbido”; após o exame de audiometria de altas frequências — onde testamos sons acima de 8.000Hz, muitas vezes ignorados em exames padrão — é comum descobrirmos que, na verdade, essa pessoa tem perda auditiva oculta.

Principais causas do Zumbido O sintomas do Zumbido no Ouvido é, na maioria das vezes, multifatorial, quase nunca tem apenas uma origem. No entanto, um "ponto gatilho" faz com que ele seja percebido de forma mais intensa ou frequente de uma hora para a outra. Aqui estão as causas, com base em evidências:

1. Causas Otológicas (do Ouvido)

1.1. Perda Auditiva neurossensorial: A causa número um. Seja ela provocada por envelhecimento, exposição ao ruído ou até mesmo estar presente desde o nascimento sem diagnóstico a perda auditiva é a principal causa do zumbido no ouvido.
1.2. PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído): Exposição prolongada a sons altos sem proteção (fábricas, shows, fones de ouvido).
1.3. Otosclerose: O endurecimento dos ossículos do ouvido médio.
1.4. Doença de Ménière: Caracterizada pela tríade: zumbido, vertigem e perda auditiva flutuante, causada pelo aumento da pressão do líquido no labirinto (hidropsia endolinfática).
1.5. Excesso de Cerúmen: Uma simples "rolha de cera" pode bloquear o canal auditivo e causar zumbido temporário.

2. Causas Metabólicas e Sistêmicas

O ouvido é um órgão extremamente sensível a alterações no sangue e nutrientes.

2.1. Diabetes e Resistência Insulínica: O excesso de açúcar ou insulina no sangue pode danificar as células ciliadas da cóclea.
2.2. Alterações na Tireoide: Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo estão correlacionados ao tinnitus.
2.3. Hipertensão Arterial: A pressão alta pode alterar o fluxo sanguíneo na região coclear.
2.4. Deficiências Vitamínicas: Baixos níveis de Vitamina B12, D ou Zinco podem agravar o quadro.

3. Causas Somatossensoriais (Musculares e Ósseas)

3.1. Disfunção da ATM (Articulação Temporomandibular): O bruxismo ou o apertamento dentário tensionam os músculos próximos ao ouvido, modulando o zumbido.
3.2. Problemas na Coluna Cervical: Tensão, má postura ou traumas no pescoço (efeito chicote) podem gatilhar o som.

4. Causas Farmacológicas (Ototoxicidade)

Alguns medicamentos podem ser tóxicos para o ouvido. Entre os mais citados na literatura estão:

4.1. Antibióticos Aminoglicosídeos (ex: gentamicina).
4.2. Altas doses de Ácido Acetilsalicílico (Aspirina).
4.3. Alguns diuréticos de alça e quimioterápicos (cisplatina).
Nota: Nunca interrompa uma medicação sem consultar seu médico.

5. Causas Psicológicas e Emocionais

O estresse e a ansiedade não causam zumbido no ouvido, mas são exacerbadores. O sistema límbico é responsável pelos efeitos do ouvido no cérebro, todas as emoções estão conectadas. Quando estamos estressados, o cérebro entende o zumbido como uma "ameaça", aumentando a percepção e o incômodo.



Diagnóstico diferencial na Fonotom: mapeando o som Como o zumbido é subjetivo, muitos pacientes sentem que “ninguém entende o que eles ouvem”. Na Fonotom, usamos a tecnologia para transformar essa subjetividade em dados objetivos.

O Protocolo de Avaliação inclui, entre outros:

- Avaliação detalhada: investigamos anamnese, medicamentos e hábitos;
- Audiometria tonal e vocal: identificamos perdas auditivas nas frequências da fala;
- Audiometria de altas frequências: testamos até 16.000Hz, onde o zumbido geralmente começa;
- Acufenometria: é uma espécie de “impressão digital” do zumbido. Nele, buscamos identificar a Frequência e a Intensidade exatas do zumbido. Dentro deste exame, o fonoaudiólogo da Fonotom apresenta sons ao paciente até encontrar aquele que mais se assemelha com o som descrito pelo paciente;
- Também testamos o limiar mínimo de mascaramento e a inibição residual (verificar se um ruído externo mascara o zumbido temporariamente);
- Microaudiometria: exame de alta resolução que revela lesões cocleares que podem passar despercebidas em audiometrias convencionais;
- Tinnitusless®: Mapeia seu zumbido com mais de 400 sons para entender como ele realmente se manifesta.

sintoma zumbido no ouvido
O fonoaudiólogo da Fonotom apresenta sons ao paciente até encontrar aquele que “casa” com o som que ele ouve; também testamos a inibição residual (verificar se um ruído externo mascara o zumbido temporariamente).

Questionários de Gravidade (THI e EVA)

Usamos o THI e EVA, escalas validadas internacionalmente, para avaliar o quanto o zumbido afeta a vida do paciente.Hoje, numa escala de 0 a 10, quanto você diria que seu zumbido é desconfortável - considerando 10 muito desconfortável e 0 sem incômodo algum? O uso de questionários para avaliar o zumbido é vital para monitorar a evolução de nossas abordagens terapêuticas.

Você sabia que Mapear a frequência do seu zumbido é essencial para configurar terapias sonoras? Se seu zumbido for em 4.000Hz, a terapia deve focar nessa região.

Muitas vezes, pacientes com audição normal na Audiometria Convencional podem apresentar alterações nas Altas Frequências. Em casos de zumbido unilateral, pode-se observar uma resposta pior nas altas frequências do lado afetado.

Outro exame complementar é a Emissão Otoacústica por produto de distorção. Avaliamos até 10.000 Hertz para detectar alterações auditivas precocemente. Muitas vezes, identificamos problemas primeiro nas Emissões Otoacústicas e depois na Audiometria, fornecendo informações mais detalhadas sobre a via auditiva.

Além disso, temos o exame BERA, que avalia a integridade da via auditiva até o córtex auditivo. Enquanto a Audiometria e as Emissões Otoacústicas avaliam a cóclea, o BERA examina o caminho auditivo completo.

Esses exames não se substituem, mas se complementam, ajudando o profissional a entender o que está acontecendo na via auditiva do paciente com zumbido.

Para os pacientes com zumbido, também realizamos o exame de Acufenometria, que identifica a frequência e a intensidade do zumbido. Esse exame é crucial para compreender a percepção do zumbido e orientar o

tratamento zumbido no ouvido

com a Terapia Sonora, auxiliando na escolha do melhor gerador sonoro.

Tratamentos: existe solução? Mas apesar de muitos profissionais ainda dizerem “você tem que aprender a conviver com isso”, a ciência moderna oferece muitas ferramentas eficazes para habilmente diminuir a percepção e o incômodo do zumbido. Então, para reduzi-lo, queremos ensinar o cérebro a parar de notá-lo – uma técnica chamada Habituação. Sempre associado ao aconselhamento, alguns outros tratamentos fonoaudiólogicos podem ajudar quem sofre de zumbido.

1. Aparelho Auditivo: o uso de AASI é o tratamento padrão-ouro para pacientes com zumbido e perda auditiva coexistente.

Mecanismo: o dispositivo amplifica os sons do mundo exterior que o paciente não ouvia anteriormente. Quando isso é feito, além de estimular toda a via auditiva, o cérebro “leva” um novo sinal importante e diminui a atividade interna que causa o zumbido.

Resultados: na maioria dos casos o uso de aparelhos auditivos alivia a percepção do zumbido gradualmente, desde o primeiro dia.

2. Terapia Sonora: neste caso, como o próprio nome indica, sons externos são usados para mudar a percepção do zumbido.

A terapia sonora tem como objetivo o enriquecimento sonoro. Nela o fonoaudiólogo, com base nos resultados da acufenometria, irá escolher um som para "distrair" cérebro, ou seja, um som agradável para que a atenção seja voltada a ele e não ao zumbido. Esse som pode ser ruído branco, sons da natureza ou sons fractais. Esses sons podem ser utilizados dentro de um programa dos aparelhos auditivos ou via aplicativo de celular e fones de ouvido. O mais importante é a definição correta do tipo e volume de som a ser utilizado. A terapia sonora pode ser realizada com presença de som, buscando a habituação do zumbido ou na ausência do som, como na Terapia Notch, presente em algumas marcas de aparelhos auditivos. A finalidade sempre será a mesma, reduzir as atividades corticais e estimular o sistema límbico de quem sofre com zumbido, a técnica mais adequada será determinada pelo fonoaudiólogo com base nos resultados dos exames, sempre buscando um protocolo personalizado.

3. Terapia Cognitivo-Comportamental: validado por múltiplos estudos e recomendado pelas diretrizes europeias e americanas, a Terapia Cognitivo-Comportamental ajuda o paciente a alterar seus pensamentos negativos e reações emocionais ao zumbido, diminuindo assim a percepção da qualidade relacionada.

Perguntas e Respostas mais comuns sobre zumbido O zumbido no ouvido tem cura definitiva?
Resposta: Atualmente, não existe uma pílula ou cirurgia única que "cure" todos os sintomas zumbido no ouvido. No entanto, existem tratamentos eficazes que podem reduzir significativamente o volume do zumbido ou eliminar o incômodo que ele causa, levando à remissão total da percepção em muitos casos. O objetivo principal é reduzir ao máximo o desconforto provocado pelo zumbido bem como o impacto que ele provoca na qualidade de vida do paciente. O tratamento deve sempre ter como foco tratar a causa base (ex: perda auditiva).

O que piora o zumbido?
Resposta: Algumas situações e comportamentos podem aumentar a percepção do zumbido. No silêncio absoluto, sem som competitivo ele fica mais nítido, por isso a noite temos a sensação que o zumbido piora. O estresse elevado, leva a tensão, apertamento dos dentes, o que também pode modular o zumbido a qualquer hora do dia. Hábitos como o consumo excessivo de cafeína, tabagismo, álcool, excesso de açucar e a privação de sono também podem ser gatilhos que aumentam a percepção do tinnitus.

A lavagem de ouvido melhora o zumbido?
Resposta: Sim, mas apenas se a causa do zumbido for o excesso de cerúmen (cera) impactado no canal auditivo. Após a remoção, o alívio costuma ser imediato. Se os sintomas zumbido no ouvido persistirem após a limpeza, a causa é outra e deve ser investigada.

O que é Acufenometria?
Resposta: É um exame subjetivo realizado pelo fonoaudiólogo para medir as características psicoacústicas do zumbido. Ele determina a frequência (agudo/grave) e a intensidade (volume) do som que o paciente ouve, servindo de base para a terapia sonora.

Agende com a Dra. Andrea Soares para avaliar sua audição e realizar exames específicos. Ela pode orientar e encaminhar você para outros profissionais, como médicos otoneurologistas, dentistas ou fisioterapeutas, garantindo uma avaliação multidisciplinar e ajudando a encontrar o melhor tratamento para o zumbido.

Na Fonotom, adotamos uma abordagem humanizada e baseada em dados. Entender o seu zumbido através da Acufenometria e da avaliação audiológica completa é o primeiro passo para recuperar o conforto auditivo e a qualidade de vida.

Não deixe os sintomas zumbido no ouvido controlar a sua rotina. Se você se identificou com os sintomas descritos acima, o próximo passo é buscar ajuda especializada.

Veja também
Nossa estrutura
Publicações
O que procura?
Endereço Fonotom
Fale com a Fonotom