O que é a acufenometria e para que serve
O zumbido no ouvido (tinnitus) é uma percepção sonora na cabeça ou nos ouvidos, que pode variar de um leve chiado a um apito incapacitante. Na Fonotom, tratamos o zumbido como um sinal de alerta do organismo, que precisa ser decifrado, e não só como um sintoma a suportar.
A acufenometria não é exame de rotina para quem tem zumbido. Ela é pedida quando existe uma decisão concreta a tomar, como programar um gerador sonoro ou adaptar uma prótese auditiva, e quando o médico solicita. Para quem só quer entender o zumbido, a avaliação começa pela audiometria e pela conversa clínica, e muitas vezes para aí.
Quando há indicação, o exame costuma ser solicitado junto com a audiometria de altas frequências e a pesquisa de limiar de desconforto.
A audiometria convencional mede o que você ouve do mundo externo. A acufenometria descreve o que você percebe internamente. Por ser um som que apenas o paciente escuta, o exame busca quantificar e qualificar essa percepção, comparando-a com sons apresentados no equipamento.
Pode ser solicitado por otorrinos, neurologistas, geriatras, entre outras especialidades, nos casos em que se busca avaliar a perda de audição e o zumbido do paciente.
O exame descreve quatro coisas: a frequência do zumbido, a intensidade, o limiar de mascaramento e a resposta à inibição residual. Esses números entram na conversa sobre terapia sonora, e o nível de som usado na terapia é definido em outra etapa, com o paciente ajustando o volume até o ponto tolerável. Qual conduta cabe em cada caso é decidido na consulta.
A acufenometria não é invasiva: não há picada, contraste nem preparo com medicação.Antes de começar
Explicamos cada etapa e pedimos o seu consentimento. As etapas de mascaramento e de inibição residual podem deixar o zumbido mais alto por alguns minutos. Combinamos um sinal com a mão: você faz o sinal, o som para na hora. Você pode interromper em qualquer momento, sem precisar justificar.
Se você tem hiperacusia, fazemos primeiro a pesquisa de limiar de desconforto. O valor encontrado vira o seu teto: nenhuma etapa da acufenometria passa dele.
Quando o exame é adiado
Adiamos o exame se você estiver em crise de zumbido, se a hiperacusia estiver em fase de piora, ou se houve exposição a ruído intenso nas últimas 24 horas.
Como é realizado?
A acufenometria é realizada por fonoaudiólogos especializados dentro de uma sala acústica na Fonotom, para maior conforto do paciente, principalmente aqueles com claustrofobia e dificuldade de mobilidade.
O exame começa pela sua descrição do zumbido. Aquele chiado ou apito que é difícil de explicar para outra pessoa é o ponto de partida técnico da avaliação, porque é essa descrição que define o tipo de som usado no teste.
- Ambiente controlado: o paciente é posicionado confortavelmente dentro da sala acústica, utilizando fones de ouvido de alta fidelidade calibrados para frequências estendidas.
- Escolha do tipo de som: o fonoaudiólogo pergunta com o que o zumbido se parece e seleciona o estímulo correspondente: um tom puro, quando o paciente descreve um apito, ou um ruído de banda estreita, quando descreve um chiado. É essa escolha que define o estímulo usado nas etapas de comparação seguintes.
- Pesquisa do pitch (frequência): apresentamos diversos sons e você compara com o seu zumbido, dizendo se o som interno é mais grave ou mais agudo, até chegar ao som mais parecido com ele. É uma aproximação, e pode variar de um dia para outro.
- Pesquisa da loudness (intensidade): o som é ajustado até que você sinta que o estímulo externo tem a mesma altura que o seu som interno.
- Limiar de mascaramento: procuramos o menor som capaz de encobrir o zumbido. Subimos de 5 em 5 dB a partir do seu limiar e paramos no primeiro nível que encobre o zumbido. Existe um teto: 90 dB HL. Se o teto é alcançado sem mascaramento, registramos isso no laudo e encerramos a etapa.
- Inibição residual: esta etapa é opcional e usa o som mais forte do exame, cerca de 10 dB acima do nível que encobriu o seu zumbido, por cerca de um minuto. Ela só é feita se você concordar. Depois, esperamos o zumbido voltar ao seu nível habitual antes de encerrar. Se você preferir não fazer, o exame segue sem ela e o laudo registra isso.
Assim como a audiometria, o exame de acufenometria depende da resposta do paciente. É sempre realizado como complemento da audiometria tonal convencional e de altas frequências.
O exame precisa que o zumbido esteja audível no momento da avaliação, senão não há o que comparar. Isso não significa vir no pior dia. Se você estiver em crise, com o zumbido muito mais forte do que o habitual, avise: remarcamos. Zumbido em crise varia muito de um minuto para o outro, e a medida sai sem valor prático.
Evite ruído intenso no dia anterior, como shows, fone alto e obra. Se houve exposição forte nas últimas 24 horas, avise no agendamento, porque ruído recente altera os limiares por algumas horas.
O tempo de duração do exame é de aproximadamente 30 minutos, dependendo da colaboração do paciente.
Na Fonotom, utilizam-se equipamentos modernos para a realização do exame, como o audiômetro de 2 canais com fones de alta frequência. Muitas vezes, o zumbido percebido é mais agudo do que 8 kHz. O equipamento permite avaliação a cada 1 dB, o que possibilita um registro mais detalhado da intensidade do zumbido.
Acufenometria digital com Tinnitusless
Na Fonotom, além da acufenometria tradicional realizada com o audiômetro, a avaliação pode ser complementada com o software Tinnitusless.
O Tinnitusless é um software de fornecedor, usado como complemento do audiômetro. Ele amplia o número de sons disponíveis para a comparação, testando a faixa em passos mais estreitos, e guarda o resultado em formato digital, o que permite comparar exames feitos em datas diferentes.
O que ele não faz: diagnosticar a causa do zumbido, nem entregar um número fixo do seu zumbido. Medir zumbido é comparar um som externo com um som que só você ouve, e essa comparação varia de um dia para o outro. O laudo descreve uma aproximação da sua percepção naquele dia, e é assim que ele deve ser lido.
O objetivo do exame não é apenas medir o som, é entender como o seu cérebro reage a ele.A terapia sonora trabalha com a redução do contraste entre o zumbido e o silêncio. No modelo descrito por Jastreboff, que orienta boa parte da reabilitação do zumbido, com esse contraste menor o sistema límbico, que responde pela reação emocional ao som, é menos acionado, e o cérebro passa a filtrar o zumbido para o plano de fundo da consciência. Esse processo se chama habituação, e é o alvo da terapia sonora.
Perguntas frequentes sobre Acufenometria
Preciso fazer audiometria antes da acufenometria?
Sim, e os dois exames podem ser feitos no mesmo atendimento. A acufenometria é conduzida a partir dos seus limiares auditivos, e é esse dado que orienta a escolha dos estímulos e a elaboração do laudo. Na Fonotom, a audiometria tonal e vocal pode ser realizada na mesma visita, e quem já tem uma audiometria recente pode trazê-la. São dois exames distintos, cada um com seu registro.
O exame pode piorar o meu zumbido?
As etapas de mascaramento e de inibição residual podem deixar o zumbido mais alto por alguns minutos, e é por isso que explicamos cada uma e pedimos seu consentimento antes. A inibição residual é opcional. Combinamos um sinal com a mão, e o som para na hora em que você fizer o sinal.
Preciso de algum preparo especial?
Evite ruído intenso no dia anterior, como shows, fone de ouvido muito alto e obra. Se houve exposição forte nas últimas 24 horas, avise no agendamento.
O exame pode ser feito por crianças ou por idosos?
Não há limite de idade fixo. A acufenometria depende de o paciente comparar sons e responder às instruções, e é isso, não a idade, que define se ela é viável. A fonoaudióloga avalia essa condição no início da sessão.
O zumbido pode mudar de frequência durante o exame?
É comum que o paciente relate perceber mais de um som ao mesmo tempo. Com os recursos da Fonotom, audiômetro capaz de testar a passos de 1 dB e o Tinnitusless, nossos profissionais têm centenas de possibilidades para encontrar aquele que mais se parece com o zumbido percebido por cada paciente.
Em quanto tempo sai o laudo?
O laudo da acufenometria é entregue em cerca de dois dias. Quando o paciente já tem consulta marcada com o otorrinolaringologista, o prazo é ajustado a essa data. Havendo urgência informada no agendamento, a entrega pode ser feita no mesmo dia.
Existe exame de sangue para investigar o zumbido?
A Fonotom não realiza exames de sangue. A investigação fonoaudiológica do zumbido é feita com audiometria, acufenometria e pesquisa de limiar de desconforto. Exames laboratoriais, quando fazem parte da investigação, são solicitados pelo médico. Veja o que avaliamos em zumbido no ouvido.
Quanto custa o exame de Acufenometria
O valor do exame de Acufenometria é informado pela clínica no agendamento, pelo WhatsApp (11) 93392-6028. O atendimento da acufenometria é particular, e a Fonotom emite nota fiscal para que o paciente solicite reembolso ao seu plano de saúde. A cobertura varia entre operadoras e deve ser confirmada com o plano antes do exame.
Onde fazer o exame de Acufenometria em São Paulo
A Fonotom realiza o exame de Acufenometria na Avenida Angélica, 1968, sala 64, em Higienópolis, São Paulo, um bairro de fácil acesso na cidade. O agendamento é pelo WhatsApp (11) 93392-6028.
Zumbido é uma experiência individual: dois pacientes com o mesmo audiograma podem ouvir sons completamente diferentes. O exame descreve o seu zumbido, do jeito que você o percebeu naquele dia.
Agende seu exame de Acufenometria em São Paulo.
Conteúdo revisado por Andrea Soares, fonoaudióloga, CRFa 2-11424. Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Santa Casa de São Paulo e Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa nº 7788/20).
Última revisão: 9 de setembro de 2026.