Se você é pai ou mãe e recebeu um pedido de audiometria para o seu filho, esta página explica como o exame é feito, a partir de que idade se aplica, quanto tempo dura e o que ajuda a criança a colaborar.
O que é a audiometria infantil condicionada
A audiometria infantil condicionada é o exame que mede quanto a criança ouve, com técnicas que obtêm a resposta dela por brincadeira em vez de instrução verbal. O adulto avisa quando escuta o som; a criança pequena não faz isso de forma confiável, e por isso o exame usa recursos que transformam a resposta em jogo.
Audiometria condicionada, comportamental e peep show são nomes de técnicas para obter essa resposta, e não sinônimos do conjunto de exames. A avaliação audiológica básica reúne a audiometria tonal, a audiometria vocal e a imitanciometria. Na criança, ela pode incluir a observação do comportamento auditivo para sons instrumentais e as emissões otoacústicas, seguindo o princípio do cross-check recomendado para avaliação audiológica infantil.
- O que mede: quanto a criança ouve, orelha por orelha.
- A partir de que idade: 6 meses.
- Duração: cerca de 45 minutos, dependendo da colaboração da criança.
- Acompanhante: os pais ficam na sala durante o exame.
- Preparo: agendar em horário em que a criança esteja mais disposta no dia, e sem fome.
Como a criança responde ao som em cada idade
A técnica muda conforme o que a criança já consegue fazer, e é isso que permite avaliar desde os 6 meses.
- Reforço visual: para bebês e crianças pequenas. Um estímulo visual acompanha o som e a reação da criança é observada.
- Condicionada: para crianças acima de 3 anos. A criança aprende uma tarefa simples, como encaixar uma peça, e a executa cada vez que ouve o som. Desta forma se mantém o interesse dela durante todo o exame.
- Avaliação do processamento auditivo: a partir dos 4 anos, quando a pergunta deixa de ser o quanto a criança ouve e passa a ser o que ela faz com o som. É exame próprio, a avaliação do processamento auditivo central.
Quando a audiometria infantil é indicada
O exame é solicitado por médicos e por fonoaudiólogos diante de situações como estas:
- Criança que falhou ou precisa repetir o teste da orelhinha.
- Fatores de risco para perda auditiva, entre eles prematuridade, síndromes, histórico familiar, doenças genéticas e má-formações.
- Atraso na aquisição da fala e da linguagem.
- Monitoramento durante tratamento de infecções de ouvido, em associação com a imitanciometria.
- Dificuldade de aprendizado na escola.
- Queixa de zumbido.
- Avaliação prévia e acompanhamento da adaptação de prótese auditiva.
- Como parte da investigação em que a audição precisa ser conhecida antes de outras avaliações, incluindo casos de Transtorno do Espectro Autista.
Como é feito o exame de audiometria infantil
Na Fonotom, o exame é realizado por fonoaudiólogo, dentro de uma sala com tratamento acústico, com a companhia dos pais, o que deixa o paciente mais tranquilo e confortável durante a avaliação.
A audiometria é indolor e depende da resposta do paciente. Realizamos o exame com fones de inserção, permitindo avaliar cada orelha, separadamente.
Duas fonoaudiólogas na sala
Para crianças até 4 anos de idade, ou com alguma necessidade especial, os exames são realizados por duas fonoaudiólogas ao mesmo tempo. A intenção é conseguir manter por maior tempo a atenção da criança, entregar resultados confiáveis e evitar retornos desnecessários.
Quanto tempo dura e como escolher o horário
O tempo da avaliação é em torno de 45 minutos, depende da colaboração do paciente. Por esse motivo é importante agendar o exame em horário que a criança está mais disposta no dia e sem fome.
Em alguns momentos, é preciso fazer um retorno para complementar o exame. É normal quando não consegue manter a atenção por um longo período. Mas sempre busca-se finalizar a avaliação na primeira sessão para evitar que resfriados, otites ou outras intercorrências neste intervalo possam interferir na análise das etapas.
Equipamentos e exames complementares
- Fones de inserção: permitem avaliar a audição em cada orelha, separadamente.
- Campo livre: quando necessário, os sons saem de caixas de som na sala, e a resposta é avaliada no ambiente.
- Timpanometria com sonda de 1 kHz ou banda larga: específica para avaliação de bebês. Quando necessário, incluímos essa etapa na avaliação.
- Emissões otoacústicas transientes e produto de distorção: registram a resposta da própria orelha interna, sem depender de resposta voluntária.
A audiometria infantil e os outros exames da audição da criança
A audiometria infantil condicionada depende da resposta da criança, obtida por técnica lúdica. Os outros exames da audição na infância se separam dela por mudar a natureza dessa resposta ou o momento em que são feitos.
- O teste da orelhinha é a triagem feita no recém-nascido, sem depender de resposta voluntária. Vem antes desta avaliação na cadeia.
- As emissões otoacústicas registram a resposta da orelha interna e também dispensam a colaboração da criança.
- O BERA registra a resposta eletrofisiológica da via auditiva, e é o caminho quando a resposta condicionada não pode ser obtida ou não é confiável.
- A imitanciometria avalia o comportamento da orelha média, sem medir limiar.
- A audiometria tonal e vocal é a versão do exame para quem já responde por instrução verbal.
Perguntas frequentes sobre audiometria infantil
A partir de que idade a criança pode fazer audiometria?
A partir dos 6 meses. Até os 3 anos a avaliação é feita com reforço visual, e acima dessa idade com a técnica condicionada. Abaixo dos 6 meses a audição é avaliada por exames que não dependem da resposta da criança.
Qual a diferença entre audiometria infantil e audiometria tonal e vocal?
O que muda é a forma de obter a resposta. Na audiometria tonal e vocal o paciente avisa quando ouve o som, seguindo instrução verbal. Na audiometria infantil condicionada a resposta vem de uma tarefa lúdica ou da reação a um estímulo visual, porque a criança pequena ainda não sustenta a instrução.
Meu filho falhou no teste da orelhinha. É este o exame?
Depende da idade. O teste da orelhinha é refeito no recém-nascido, e a partir dos 6 meses a avaliação passa a ser comportamental, com as técnicas descritas aqui. Uma falha na triagem não significa que a criança tem perda auditiva. A investigação continua para saber o que houve.
O exame dói? Preciso preparar meu filho?
Não dói e nada é introduzido além do fone. Não há preparo com medicação nem jejum. O que ajuda é escolher um horário em que a criança esteja descansada e sem fome, e contar a ela que vai brincar de ouvir sons.
Meu filho não colaborou. Vamos repetir tudo?
Não é isso que acontece. É normal a criança não manter a atenção por um período longo, e em alguns casos se marca um retorno para complementar o que faltou. As etapas já concluídas não se perdem.
A criança pode fazer o exame se tiver TEA ou alguma necessidade especial?
Sim. Nesses casos, e também para crianças até 4 anos, o exame é realizado por duas fonoaudiólogas ao mesmo tempo, e adaptamos os protocolos de acordo com a idade, as características do desenvolvimento e as necessidades individuais de cada criança.
Quanto custa a audiometria infantil
O valor do exame é informado no agendamento, pelo WhatsApp (11) 93392-6028. A cobertura por convênio varia entre operadoras e deve ser confirmada com o plano antes do exame.
Conteúdo revisado por Andrea Soares, fonoaudióloga, CRFa 2-11424. Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Santa Casa de São Paulo e Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa nº 7788/20).
Última revisão: 4 de setembro de 2026.