Emissões Otoacústicas

Emissões Otoacústicas

As emissões otoacústicas são indicadas para a detecção precoce de alterações auditivas.

O que são as emissões otoacústicas

A orelha interna não só recebe som, ela também devolve som. As células ciliadas externas da cóclea, ao responderem a um estímulo, produzem uma vibração de volta, e é esse som de retorno que dá nome ao exame: a emissão otoacústica. Uma sonda pequena, colocada na entrada do conduto auditivo, envia o estímulo e capta a resposta.

O exame é objetivo, ou seja, não depende de o paciente responder nada, e por isso é feito em qualquer idade, do recém-nascido ao adulto. Ele mostra se as células ciliadas externas estão respondendo. O que ele não faz é medir o quanto a pessoa ouve: para isso são a audiometria e o PEATE por Frequência Específica. A emissão desaparece quando a perda passa de cerca de 25 a 30 dB, então emissão presente não descarta perda leve.

A relação com o teste da orelhinha

As emissões otoacústicas são o exame mais usado na triagem auditiva feita na maternidade, e é daí que vem o apelido de teste da orelhinha. Os dois nomes não são sinônimos: a triagem neonatal é um programa, com prazo e conduta próprios, e as emissões otoacústicas são um exame, que também se faz fora desse contexto e em qualquer idade.

A emissão otoacústica é o exame de triagem do bebê sem indicador de risco. Bebê que ficou na UTI neonatal ou tem outro indicador de risco é triado com PEATE automático, porque na neuropatia auditiva a cóclea responde e o nervo não transmite, e nesse caso a emissão aparece normal mesmo havendo perda.

Quando o exame é indicado

  1. Complemento da avaliação diagnóstica de perda auditiva em crianças com fator de risco, como prematuridade, síndromes, histórico familiar, doenças genéticas e má-formação.
  2. Monitoramento audiológico durante o tratamento de infecções de ouvido, junto com a imitanciometria.
  3. Monitoramento audiológico de quem trabalha exposto a ruído, incluindo músicos.
  4. Monitoramento audiológico durante tratamento com medicações ototóxicas, como a quimioterapia.
  5. Complemento na avaliação e no diagnóstico diferencial de atraso no desenvolvimento da fala.
  6. Complemento da avaliação auditiva de crianças em investigação de transtorno do espectro autista, para descartar perda auditiva antes de atribuir à comunicação o que pode ser auditivo. A emissão entra como parte dessa avaliação, junto com audiometria e, quando necessário, PEATE.
  7. Complemento da avaliação otoneurológica, da avaliação do processamento auditivo e da investigação de zumbido.
  8. A partir do nascimento, em bebês que falharam no teste da orelhinha ou que precisam monitorar a audição por terem fator de risco para perda auditiva.
O exame não dói e pode ser feito com o paciente acordado ou dormindo.

Como é realizado

O protocolo é adaptado a cada paciente, conforme a idade, as características do desenvolvimento e o motivo da avaliação. Na Fonotom fazemos Emissões Otoacústicas Transientes (EOAT), Emissões Otoacústicas por Produto de Distorção (EOAPD) e a avaliação da supressão das emissões otoacústicas, que mede o controle que o sistema nervoso exerce sobre a cóclea e entra em casos selecionados de zumbido, hiperacusia e avaliação do processamento auditivo.

O exame é conduzido por fonoaudiólogos especialistas em audiologia, dentro de sala acústica. Para crianças até 4 anos, trabalhamos com dois profissionais, um conduzindo o exame e outro mantendo a atenção da criança.

O paciente pode estar acordado ou dormindo, e o que o exame pede é silêncio e quietude, não sono. O atendimento leva cerca de 30 minutos, contando a imitanciometria e o preparo. A coleta das emissões em si é de poucos minutos por orelha. Em bebês, o tempo depende da colaboração durante o exame.

exame de emissões otoacústicas na Clínica Fonotom
média, uma emissão ausente não distingue as duas situações. Em bebês, a timpanometria de banda larga é mais confiável que a sonda convencional de 226 Hz, que pode indicar orelha média normal mesmo havendo secreção.

O equipamento é o Titan, da Interacoustics, que faz timpanometria de banda larga, emissões transientes e emissões por produto de distorção. Ele permite avaliar no mesmo atendimento a orelha média, pela timpanometria, e a orelha interna, pelas emissões.

Dúvidas frequentes sobre as emissões otoacústicas

Emissões otoacústicas é a mesma coisa que teste da orelhinha?

Não exatamente. As emissões otoacústicas são o exame mais usado na triagem auditiva neonatal, que é o que se chama de teste da orelhinha. O exame, porém, é feito em qualquer idade e por outros motivos, como monitorar quem trabalha com ruído ou quem faz tratamento com medicação ototóxica.

O exame dói?

Não. Uma sonda pequena é colocada na entrada do conduto auditivo, envia o som e capta a resposta. Não há agulha, corte nem passagem de corrente elétrica.

O paciente precisa dormir?

Não. O exame pode ser feito acordado, desde que o paciente fique quieto e o ambiente esteja silencioso. Em bebê de poucos meses e em criança até cerca de 3 anos a coleta costuma sair melhor durante o sono, e por isso o horário do agendamento importa. Quando o protocolo inclui PEATE, aí sim o sono é necessário.

Quanto tempo dura?

O atendimento leva cerca de 30 minutos, contando a imitanciometria e o preparo. A coleta das emissões é de poucos minutos por orelha.

Emissão presente quer dizer que a audição está normal?

Quer dizer que as células ciliadas externas estão respondendo, o que é uma informação importante e não é a audição inteira. A emissão desaparece quando a perda passa de cerca de 25 a 30 dB, então ela não descarta perda leve, e não detecta alteração depois da orelha interna, como a neuropatia auditiva. É por isso que o exame entra combinado com outros.

Preciso de pedido médico?

Sim. O pedido médico é obrigatório para agendar.

Por que a imitanciometria entra junto?

Porque alteração na orelha média, como secreção, reduz ou apaga a resposta das emissões mesmo quando a orelha interna está bem. A imitanciometria mostra o estado da orelha média e evita que uma emissão ausente seja interpretada como

Quem entrega e explica o resultado?

O profissional que realizou o exame, o mesmo que conduziu a coleta e analisou as respostas.

Quanto custa o exame de emissões otoacústicas

O valor é informado pela clínica no agendamento, pelo WhatsApp (11) 93392-6028. O atendimento é particular na unidade de Higienópolis, e a Fonotom emite nota fiscal para que o paciente solicite reembolso ao seu plano de saúde. A cobertura varia entre operadoras e deve ser confirmada com o plano antes do exame.

Onde fazer o exame de emissões otoacústicas em São Paulo

A Fonotom realiza o exame na Avenida Angélica, 1968, sala 64, em Higienópolis, São Paulo, com fonoaudiólogos especialistas em audiologia, inclusive audiologia pediátrica. O agendamento é pelo WhatsApp (11) 93392-6028.

Agende seu exame de emissões otoacústicas em São Paulo.

Conteúdo revisado por Andrea Soares, fonoaudióloga, CRFa 2-11424. Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Santa Casa de São Paulo e Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa nº 7788/20).
Última revisão: 9 de setembro de 2026.

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