Entenda a relação entre sífilis e perda auditiva e como tratar o problema
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Uma medida que pode prevenir e amenizar o problema está, justamente, nos cuidados com nossa audição. Estudos recentes demonstram que a perda auditiva provoca mudanças no funcionamento do cérebro, tanto em áreas auditivas quanto em áreas não auditivas. Sendo assim, a privação sensorial poderia ser um dos fatores que aumenta o risco de um indivíduo desenvolver demência. A OMS estima que até 2050, uma em cada 4 pessoas terão algum grau de perda auditiva.
A perda da audição é comum com a idade, mas ela pode piorar casos em que o paciente apresente algum distúrbio no cérebro. É importante lembrar que a audição é fundamental para que possamos perceber o mundo que nos rodeia. Ouvir bem ajuda no desenvolvimento da cognição e na compreensão do mundo.
Perda auditiva no idoso é normal?< Com o passar dos anos é natural que nosso corpo apresente falhas na audição. Como essa perda ocorre gradualmente, a maioria das pessoas não percebe que está com dificuldades para escutar. Os primeiros sinais são percebidos pelos parentes próximos, pois o idoso passa a pedir para repetir o que foi dito, não entende o que foi falado ou aumenta o volume da tevê e do celular.
A situação é mais perceptível em ambientes ruidosos, com muitas pessoas falando ao mesmo tempo, como uma festa. O idoso não consegue ouvir e perde o interesse em participar da conversa e interagir. Existe, aos poucos, um isolamento causado pela perda auditiva.
Alguns pacientes podem apresentar zumbido, em uma ou nas duas orelhas. Apesar de não ser uma doença, o zumbido é um sinal importante de que algo no corpo não está bem e pode ser o primeiro sinal de problemas na audição.
O grau de perda auditiva relacionado ao envelhecimento é impactado por muitos fatores. Entre os principais estão os genéticos (histórico familiar de perda auditiva) e histórico de saúde. Há ainda algumas outras razões que contribuem para o aparecimento da perda auditiva, como exposição prolongada a sons de forte intensidade no trabalho ou em atividades de lazer, doenças cardíacas, problemas metabólicos (diabetes, alterações no colesterol, hipotiroidismo, hipertiroidismo...), hipertensão arterial, problemas circulatórios e a utilização de alguns medicamentos. A maior parte desses fatores pode ser evitada ou controlada com o correto acompanhamento e tratamento médico.
Perda Auditiva x Demência< O mundo está envelhecendo rapidamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde, entre 2015 e 2050, a população com mais de 60 anos de idade passará de 900 milhões para 2 bilhões de pessoas. A perda auditiva é a terceira condição de saúde crônica mais comum que os idosos enfrentam e, se espera que sua prevalência aumente à medida que o envelhecimento da população siga crescendo.
Em 2020, a The Lancet Commissions publicou um relatório sobre prevenção, intervenção e cuidado da demência. Segundo o documento, indivíduos com perda auditiva adquirida entre 45 e 65 anos tem 1,9 vezes mais chance de desenvolver demência do que pessoas sem perda auditiva. O mesmo documento lista entre os fatores que podem prevenir ou retardar o surgimento da demência o cuidado com a audição, incluindo o uso de aparelhos auditivos e a redução de exposição ao ruído.
A tecnologia disponível para o tratamento da perda auditiva possibilita um ganho substancial na qualidade de vida do paciente. Alguns dos benefícios comprovados dos implantes cocleares, por exemplo, são a diminuição dos sinais da depressão, a redução do isolamento social, a melhora da memória e o favorecimento da função executiva.
Tratamentos para perda auditiva decorrente do envelhecimento A reabilitação auditiva pode ser uma alternativa para tratar os efeitos do envelhecimento na audição.Antes de tudo, é necessário consultar o médico otorrinolaringologista. Ele vai poder dar o diagnóstico otológico adequado e realizar a prescrição da reabilitação auditiva e da prótese auditiva/implante coclear, se for o caso.
O fonoaudiólogo é o profissional habilitado para fazer os exames audiólogicos e também o processo de reabilitação auditiva. É ele quem atua na seleção, adaptação, verificação e validação das próteses auditivas. O fonoaudiólogo está preparado para avaliação, programação e acompanhamento dos implantes cocleares, treinamento de leitura orofacial, treinamento auditivo e/ou terapia fonoaudiológica.
Não podemos esquecer que o sucesso de qualquer tratamento envolve a integração da equipe profissional, do paciente e da família. Para o sucesso da reabilitação é extremamente importante ter um cuidado centrado no paciente, respeitando os seus desejos e limitações.
O fato de que ouvir menos com o tempo seja parte do envelhecimento, não significa que não devemos buscar o tratamento adequado. Quanto antes a pessoa detectar e tratar a perda auditiva, menores serão os danos para a saúde do paciente. Cuidar da audição é essencial para prevenir diversos males além da demência. Na dúvida, procure um médico e faça os exames com um fonoaudiólogo. Todos envelhecem, mas podemos – e devemos - desfrutar de uma velhice mais saudável!