O que é a audiometria tonal e vocal
A audiometria tonal e vocal é o exame que mede quanto uma pessoa ouve e o quanto entende do que ouve, e é o que costuma abrir a investigação da audição. É feita em duas partes, na mesma sessão e dentro de uma sala com tratamento acústico. Na audiometria tonal, o paciente avisa sempre que ouvir o som apresentado, e o resultado é o limiar auditivo de cada frequência testada, ou seja, a menor intensidade, em decibéis (dB), em que aquele som passa a ser percebido de forma consistente. O conjunto desses limiares, orelha por orelha, é o audiograma. Na audiometria vocal, também chamada de logoaudiometria, o paciente repete palavras gravadas e foneticamente balanceadas, e o que se avalia é o reconhecimento da fala. Uma pessoa pode escutar os sons e ainda assim não distinguir as palavras: são medidas diferentes, e os dois exames andam juntos por causa disso. A tonal é medida por duas vias: a via aérea, com fones, e a via óssea, com um vibrador apoiado no crânio. A comparação entre as duas é o que indica em que ponto da orelha está a alteração.
- O que mede: a quantidade de audição, orelha por orelha, e o reconhecimento de fala.
- Faixa avaliada: de 250 Hz a 8.000 Hz na avaliação convencional.
- Duração: cerca de 30 minutos.
- Preparo: não é necessário preparo.
- Indicação: crianças em idade escolar, adolescentes, adultos e idosos.
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Para que serve o exame de audiometria
A audiometria responde a três perguntas, e abre a investigação em vez de encerrá-la: se existe perda auditiva e de que grau; em que ponto da orelha está a alteração, que é o que a comparação entre via aérea e via óssea mostra; e serve de linha de base, porque com um audiograma registrado qualquer exame futuro pode ser comparado a ele.
O exame é solicitado por médicos de várias especialidades, entre elas pediatria, otorrinolaringologia, neurologia e geriatria, diante de queixa de audição, tontura ou zumbido. Fonoaudiólogos também o solicitam, sobretudo em casos de atraso de linguagem, dificuldade de aprendizado escolar, suspeita de alteração de processamento auditivo ou adaptação de prótese auditiva.
Situações em que a audiometria costuma ser indicada:
- Queixa de dificuldade para ouvir ou para entender o que as pessoas falam.
- Zumbido no ouvido, contínuo ou intermitente.
- Tontura, vertigem ou sensação de desequilíbrio.
- Sensação de ouvido tampado ou pressão auricular.
- Exame prévio ao exame otoneurológico completo.
- Etapa inicial da avaliação do processamento auditivo central.
- Acompanhamento de quem trabalha exposto a ruído.
- Avaliação prévia e acompanhamento da adaptação de prótese auditiva.
Como é feito o exame de audiometria tonal e vocal
O exame é indolor, não é invasivo e não exige preparo. Como o resultado se apoia na resposta que o paciente dá a cada som apresentado, ele depende da colaboração durante o teste. Quando essa resposta não é possível ou não é confiável, a audição pode ser avaliada por outros métodos: com crianças pequenas, por técnicas condicionadas próprias, na audiometria infantil condicionada; e sem depender de resposta voluntária, por exames eletrofisiológicos como o BERA.
- Ambiente controlado. O paciente é acomodado em uma sala com tratamento acústico. O tratamento acústico existe para manter o ruído ambiente baixo o suficiente para que os limiares medidos sejam válidos. Sem isso, não se sabe se o paciente não ouviu o som ou se o som se perdeu no ruído da sala.
- Audiometria tonal por via aérea. Com fones, apresentam-se sons puros em cada frequência, e o paciente sinaliza sempre que os percebe. O som percorre o trajeto completo da audição: orelha externa, orelha média e orelha interna.
- Audiometria tonal por via óssea. Um vibrador apoiado na mastoide faz o som chegar à orelha interna por condução no crânio, contornando a orelha externa e a média. É esta etapa que explica por que o fone sai da orelha no meio do exame.
- Comparação entre as duas vias. A diferença entre os limiares aéreos e ósseos, chamada de gap aéreo-ósseo, é o que localiza a alteração. Quando a via aérea está rebaixada e a óssea preservada, o achado aponta componente condutivo; quando as duas caem juntas, sem gap, o achado é neurossensorial; as duas alteradas e com gap caracterizam perda mista.
- Audiometria vocal. Duas medidas complementares. O limiar de reconhecimento de fala é a menor intensidade em que o paciente reconhece corretamente cerca de metade do material apresentado, e serve de validação cruzada dos limiares tonais: quando as duas medidas não concordam, isso é achado, não erro. O índice percentual de reconhecimento de fala mede quanto o paciente reconhece quando a intensidade já é confortável, e é o que antecipa a dificuldade em conversa real, a queixa de escutar e não entender.
Tirar dúvida sobre o pedido do seu exame
Um detalhe do procedimento explica os dois recursos do equipamento. Um som apresentado em uma orelha pode atravessar para a outra e ser respondido pela orelha não testada, produzindo um limiar falso. As duas respostas a esse problema são o mascaramento, um ruído apresentado no canal contralateral que ocupa a orelha não testada e exige um audiômetro de dois canais, e a atenuação interaural do fone de inserção, maior que a do fone supra-aural, que reduz a necessidade de mascarar. O fone de inserção também evita o colabamento do conduto auditivo, que pode simular uma perda condutiva que não existe, e é útil em condutos estreitos.
O audiômetro utilizado tem dois canais e permite apresentar o estímulo em passos de 1 dB, além dos passos de 5 dB usuais no método clínico.
O que significa uma audiometria normal
O laudo é emitido pelo fonoaudiólogo que realiza o exame, que classifica os limiares auditivos em graus, da audição normal à perda profunda, e descreve o que foi encontrado em cada orelha. Existe mais de uma classificação em uso clínico no Brasil: entre elas a de Davis e Silverman, que parte da média das frequências de 500, 1.000 e 2.000 Hz, e as que incluem também 4.000 Hz, como a da Organização Mundial da Saúde e a do BIAP. Os pontos de corte em decibéis não são os mesmos em todas, a escolha do critério cabe ao fonoaudiólogo, e por isso o grau que aparece no laudo se lê junto com o critério que o próprio laudo declara. Esse resultado é depois lido com a sua história clínica, na consulta com quem pediu o exame. A conduta sai dessa leitura conjunta, não do audiograma isolado. Há um ponto, porém, que vale saber antes: audiometria dentro da normalidade não é o mesmo que ausência de queixa.
É possível ter limiares normais na avaliação convencional e ainda assim conviver com zumbido, com dificuldade para entender fala em ambiente ruidoso ou com queixa escolar. Quando isso acontece, a investigação não termina. Ela muda de instrumento. A audiometria de altas frequências avalia a faixa acima da usada na avaliação padrão. A avaliação do processamento auditivo central investiga o que o sistema nervoso faz com o som já detectado. E a acufenometria mede as características do zumbido percebido.
Audiometria e os outros exames da audição
A audiometria tonal e vocal é um exame comportamental: o dado bruto é a resposta voluntária do paciente a um estímulo controlado. Os outros exames da audição se distinguem dela por alterarem um dos dois termos dessa definição: a natureza da resposta, ou o estímulo. Saber qual dos dois muda é o que indica qual exame responde a cada pergunta.
Quando a resposta muda de natureza:
- A imitanciometria não depende de resposta voluntária: mede o comportamento do sistema tímpano-ossicular, ou seja, a mobilidade da membrana e da cadeia e a presença dos reflexos. A audiometria diz quanto o paciente ouve; a imitanciometria ajuda a explicar por quê. Somadas à audiometria vocal, as três formam a avaliação audiológica básica.
- O BERA registra a resposta eletrofisiológica da via auditiva ao estímulo, sem depender de resposta voluntária.
- As emissões otoacústicas registram a resposta da própria orelha interna.
- A audiometria infantil condicionada obtém a resposta por técnica lúdica, quando ela não pode ser obtida por instrução verbal.
Quando o estímulo muda:
- A audiometria de altas frequências amplia a faixa avaliada acima da usada na avaliação convencional.
- Na audiometria em campo livre, o estímulo é apresentado por caixas acústicas em vez de fones: chega às duas orelhas e avalia a resposta no ambiente.
- A avaliação do processamento auditivo usa estímulos complexos, e a pergunta deixa de ser detectar para ser processar.
- Na acufenometria, o paciente pareia o estímulo ao próprio zumbido, em vez de detectar um limiar.
Perguntas frequentes sobre audiometria
O que é audiometria tonal e vocal?
São duas medidas feitas na mesma sessão. A tonal encontra o limiar auditivo de cada frequência, com sons puros, por via aérea e por via óssea. A vocal usa palavras gravadas para verificar o reconhecimento da fala nesse nível de audição.
Qual a diferença entre audiometria tonal e audiometria vocal?
A tonal mede o quanto você ouve: encontra o limiar auditivo em cada frequência, com sons puros. A vocal mede o quê você entende: usa palavras gravadas para avaliar o reconhecimento da fala. Uma pessoa pode ter limiares tonais razoáveis e ainda assim reconhecer mal as palavras, e essa diferença é uma informação clínica em si.
A audiometria dói e preciso de algum preparo?
Não dói e não exige preparo. Nada é introduzido além do fone, e o exame não usa agulha, contraste nem sedação: o paciente ouve sons e responde.
Meu médico pediu audiometria e imitanciometria juntas. Por quê?
Porque as duas medem coisas diferentes e se completam. A audiometria mede a sua resposta ao som; a imitanciometria mede, sem depender de resposta, o comportamento da orelha média. Com a audiometria vocal, as três compõem a avaliação audiológica básica.
Quanto custa o exame de audiometria
O valor do exame é informado no agendamento, pelo WhatsApp (11) 93392-6028.
A audiometria infantil condicionada é um exame distinto, com técnica própria para crianças pequenas, e tem agendamento à parte.
Onde fazer o exame de audiometria tonal e vocal em São Paulo
A Fonotom realiza a audiometria tonal e vocal na Avenida Angélica, 1968, sala 64, em Higienópolis, São Paulo, próximo à linha Amarela do Metrô. O exame é feito em sala com tratamento acústico, e não em cabine, o que dá mais espaço a quem tem claustrofobia ou dificuldade de mobilidade. O agendamento é pelo WhatsApp (11) 93392-6028.
Agende seu exame de audiometria tonal e vocal em São Paulo.
Conteúdo revisado por Andrea Soares, fonoaudióloga, CRFa 2-11424. Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Santa Casa de São Paulo e Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa nº 7788/20).
Última revisão: 4 de setembro de 2026.