O que é o exame otoneurológico
O exame otoneurológico é indicado a quem tem tontura, vertigem, desequilíbrio, instabilidade, zumbido, perda auditiva, sensação de cabeça leve ou pesada, enxaqueca, enjoo, náusea e vômito, e desconforto em carro, metrô, navio ou avião.
O objetivo é avaliar o funcionamento dos sistemas auditivo e vestibular, que fica no labirinto, e as funções centrais envolvidas no equilíbrio. Ele informa como cada labirinto está respondendo, se há resposta diminuída ou aumentada e se os dois lados estão simétricos. Esse resultado ajuda no diagnóstico das doenças e disfunções que causam tontura, vertigem, desequilíbrio e zumbido.
Costuma ser solicitado por otorrinolaringologistas e otoneurologistas, por neurologistas, quando a suspeita envolve alteração central, por geriatras, no diagnóstico e na prevenção de quedas, e também por clínicos gerais e médicos de família.
Quando o exame é indicado
No diagnóstico de quem tem queixa de tontura, os exames de audição e de labirinto são aliados importantes. Entre as indicações:
- Vertigem posicional (VPPB): crises de segundos ao virar na cama, ao deitar ou ao levantar a cabeça. É a causa mais comum de vertigem, e é o que as provas posicionais investigam.
- Tontura que começou de repente e durou dias, quadro compatível com neurite vestibular.
- Cinetose, o mal do movimento, com enjoo e náusea durante o deslocamento. O labirinto de quem tem cinetose é mais sensível e, dependendo dos hábitos de vida e das condições de saúde, pode desenvolver alguma doença do labirinto.
- Zumbido, que é sintoma de várias doenças e muitas vezes aparece junto com a tontura. Nesses casos os exames audiológicos são solicitados junto com o otoneurológico.
- Doença de Ménière, doenças autoimunes e metabólicas, que podem vir associadas a perda auditiva e tontura.
- Tontura junto com crise de enxaqueca.
- Queda ou quase queda repetida em pessoa idosa.
- Perda auditiva súbita acompanhada de tontura.
Para que a avaliação seja feita da forma correta, a audiometria e a imitanciometria devem acompanhar o exame otoneurológico. Outros exames podem ser solicitados junto, como o PEATE e a eletrococleografia. Todos podem ser feitos aqui na Fonotom.
Como é realizado
O exame começa pela avaliação da audição, com a audiometria. Depois vêm os testes otoneurológicos: movimentos oculares, como a perseguição de alvo, as manobras de posição e de posicionamento, e os estímulos térmicos com água ou ar dentro do conduto auditivo. As respostas ficam registradas em computador e são analisadas pelo especialista.
Em geral o exame é bem tolerado, e a resposta é particular de cada pessoa. Algumas sentem tontura, vertigem ou náusea, e outras não sentem nada. Os testes são feitos conforme a tolerância de cada paciente e podem ser interrompidos em qualquer momento.
Os equipamentos: VNG e VENG
O que o exame estuda é o nistagmo, o movimento involuntário dos olhos, registrado por eletrodos ou por câmeras de infravermelho. Os dois registram o nistagmo, e não é só uma questão de sensibilidade. A videonistagmografia (VNG) usa câmera infravermelha, tem mais precisão e registra também o movimento rotatório do olho, mas exige que o olho fique aberto. A vectoeletronistagmografia (VENG) usa eletrodos e permite o registro com o olho fechado. A escolha depende do pedido médico e da condição do paciente.
Na Fonotom utilizamos um equipamento importado de videonistagmografia (VNG) com duas câmeras de infravermelho, da marca Interacoustics, e há também a possibilidade de usar o equipamento de vectoeletronistagmografia (VENG) da Contronic, com eletrodos. Os protocolos seguidos são os mesmos dos principais hospitais de referência em otoneurologia.
Preparo para o exame
Este é o preparo completo. Se ficar qualquer dúvida sobre um item, pergunte no agendamento antes de mudar qualquer coisa por conta própria.
Medicação
- Não suspenda remédio de coração, pressão, diabetes, anticonvulsivante nem antidepressivo. Nesses casos o exame é feito com a medicação, e a fonoaudióloga registra isso no laudo.
- Suspenda por 48 horas, e somente se o médico que pediu o exame autorizar, remédio para tontura, náusea, labirintite e enjoo de viagem, antialérgico que dá sono, calmante, indutor de sono, analgésico forte e remédio de crise de enxaqueca.
- Nunca suspenda medicação por conta própria, e não se automedique nos dias anteriores. Em dúvida sobre um remédio específico, pergunte ao médico que pediu o exame.
Nas 48 horas anteriores
- Sem bebida alcoólica.
Nas 24 horas anteriores
- Sem café, chá preto, refrigerante de cola, chocolate, energético e cigarro. Cafeína e nicotina alteram o movimento dos olhos que o exame registra.
No dia do exame
- Faça uma refeição leve cerca de 2 horas antes. Não venha de estômago vazio nem depois de refeição pesada, porque as duas coisas aumentam a náusea na prova calórica.
- Venha sem maquiagem nos olhos. Rímel, lápis, cílios postiços e extensão de cílios atrapalham a câmera que acompanha a pupila.
- Se você usa óculos, traga: eles saem durante o exame. Lente de contato pode ficar, e basta avisar na recepção.
- Não faça coleta de sangue no mesmo dia.
- Traga um acompanhante maior de 18 anos e não dirija depois do exame.
Obstrução no conduto auditivo, em geral por acúmulo de cera, pode atrapalhar e até impedir a etapa dos estímulos térmicos. Se identificarmos isso na otoscopia do dia, orientamos a remoção antes de seguir.
Quanto tempo dura, e o laudo
Reserve cerca de 1h30 na clínica: aproximadamente 30 minutos de audiometria e imitanciometria, e cerca de 60 minutos das provas vestibulares, das manobras e da oculomotricidade. O tempo varia conforme as respostas, as limitações e a colaboração do paciente.
Quando alguma prova precisa ser repetida, isso é feito na mesma sessão, não em outro dia. O laudo não sai na hora: combinamos o prazo na recepção, e o resultado é entregue para você levar ao médico que pediu o exame.
Existe contraindicação ou impedimento?
Existe, e é por isso que precisamos de algumas informações antes de agendar. O exame tem uma etapa em que estimulamos o labirinto com água ou ar morno e frio dentro do conduto auditivo, e outra em que deitamos e viramos sua cabeça em posições específicas. Cada uma tem suas ressalvas.
A etapa com água não pode ser feita se você tem perfuração da membrana do tímpano, tubo de ventilação (carretel) colocado, cavidade de cirurgia de ouvido, otite externa ou média em fase aguda, ou passou por cirurgia de ouvido recente. Nesses casos usamos estímulo com ar, que dispensa contato com líquido, ou deixamos essa etapa de fora e avaliamos o equilíbrio pelas demais provas. Nos avise no agendamento se algum desses pontos se aplica a você.
As manobras de posicionamento exigem virar e inclinar a cabeça com o paciente deitado. Se você tem instabilidade ou artrose importante na coluna cervical, fez cirurgia de coluna cervical recentemente, ou tem restrição de circulação nas artérias do pescoço, informe antes: adaptamos a manobra ou usamos uma variação que não exige essa posição.
Alguns tipos de alteração visual podem comprometer ou limitar os testes, e nesses casos os protocolos são adaptados para avaliar cada paciente.
Depois do exame
É normal ficar tonto ou com náusea por algumas horas. Fique sentado ou deitado até passar, beba água e coma algo leve.
Se a tontura ou a náusea passar de algumas horas, ou se aparecer vômito que não para, dor de cabeça forte, alteração de fala, de visão ou de força, ou fraqueza de um lado do corpo, procure atendimento médico e avise a clínica pelo WhatsApp (11) 93392-6028.
Perguntas frequentes sobre o exame otoneurológico
É usada alguma medicação ou sedação?
Não. O exame é feito com estímulos e movimentos, sem medicação. Não há sedação, anestesia, injeção, contraste nem radiação: o que se usa é som, luz, movimento da cabeça e água ou ar morno e frio na orelha.
Preciso de acompanhante? Posso dirigir depois?
Traga um acompanhante maior de 18 anos e não dirija depois do exame. Uma parte dos pacientes fica tonta ou com náusea por algumas horas, e isso é esperado. Volte acompanhado ou por transporte de aplicativo.
Criança e pessoa idosa podem fazer?
Não há idade máxima. Em criança a bateria é adaptada: a prova calórica em geral entra a partir dos 6 ou 7 anos, e abaixo dessa idade avaliamos com as provas que a criança tolera, sempre com um responsável na sala. Em pessoa idosa é comum a resposta calórica ser menor pela própria idade, e a fonoaudióloga registra isso no laudo para que não seja interpretado como doença. A manobra posicional é adaptada quando há limitação de coluna cervical.
Que nomes podem estar no pedido médico?
O exame aparece com nomes diferentes, o que confunde na hora de agendar. Nomes do exame completo: eletronistagmografia, vectoeletronistagmografia (VENG), videonistagmografia (VNG), video-oculografia e testes vestibulares. Provas que fazem parte dele, e que às vezes vêm no pedido no lugar do nome do exame: prova calórica, nistagmo optocinético, nistagmo pendular, provas oculomotoras, oculomotricidade, provas posicionais e de posicionamento, e manobra de Dix-Hallpike.
Por que é difícil encontrar quem faz o exame?
Por ser um exame específico, com equipamento próprio, ele é realizado em lugares especializados, e não na maioria dos grandes laboratórios. A variedade de nomes no pedido médico aumenta a dificuldade de encontrar.
Preciso de pedido médico?
Sim. O pedido médico é obrigatório para agendar.
Quem entrega e explica o resultado?
O profissional que realizou o exame, o mesmo que conduziu as provas e analisou as respostas.
Quanto custa o exame otoneurológico
O valor é informado pela clínica no agendamento, pelo WhatsApp (11) 93392-6028. O atendimento é particular na unidade de Higienópolis, e a Fonotom emite nota fiscal para que o paciente solicite reembolso ao seu plano de saúde. A cobertura varia entre operadoras e deve ser confirmada com o plano antes do exame.
Onde fazer o exame otoneurológico em São Paulo
A Fonotom realiza o exame otoneurológico na Avenida Angélica, 1968, sala 64, em Higienópolis, São Paulo, com fonoaudiólogos especialistas em audiologia. O agendamento é pelo WhatsApp (11) 93392-6028. Avise no agendamento se você tem perfuração de tímpano, carretel, cirurgia de ouvido recente ou limitação de coluna cervical.
Agende seu exame otoneurológico em São Paulo.
Conteúdo revisado por Andrea Soares, fonoaudióloga, CRFa 2-11424. Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Santa Casa de São Paulo e Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa nº 7788/20).
Última revisão: 9 de setembro de 2026.