O que é o exame
A pesquisa de limiar de desconforto identifica a área dinâmica da audição, ou seja, a distância entre o som mais baixo que você consegue escutar e a intensidade em que o som passa a incomodar. Quem tem hiperacusia tem essa distância reduzida: o limiar de audição pode estar normal e o desconforto aparecer em volumes que a maioria das pessoas tolera.
Na Fonotom o exame é realizado pela fonoaudióloga Andrea Soares, especialista em audiologia. Ele é feito como complemento da audiometria tonal e da audiometria de altas frequências, e a audiometria precisa estar feita antes, porque o exame começa a partir do seu próprio limiar.
Quando o exame é indicado
- No diagnóstico de zumbido, junto com a audiometria de altas frequências e a acufenometria.
- No monitoramento do tratamento do zumbido.
- Na investigação de hiperacusia, que é o desconforto com sons de volume comum, aqueles que não incomodam as outras pessoas.
- Na suspeita de misofonia, que é a reação intensa a sons específicos, como alguém mastigando ou uma torneira pingando. Aqui o exame não fecha o diagnóstico: ele serve para separar o que é intolerância pela intensidade do som, que é a hiperacusia, do que é reação a sons específicos. O diagnóstico da misofonia é feito em conjunto com outras áreas.
- No ajuste de próteses auditivas, para delimitar a saída máxima do aparelho e evitar desconforto durante o uso.
Como o exame é realizado
O exame é feito em sala acústica. Nada é introduzido no ouvido, não há agulha nem contraste, e o exame não machuca. Mas o objetivo dele é achar o ponto em que o som passa a incomodar, então algum desconforto faz parte, e é bom saber disso antes de entrar.
O som sobe de 5 em 5 dB, cada apito dura cerca de um segundo, e você responde no primeiro momento em que ficar desconfortável. Não é teste de resistência: não espere para ver se aguenta. Se quiser parar antes, levante a mão e o exame para na hora.
O exame começa a partir do seu próprio limiar de audição, e não de um nível fixo, o que é especialmente importante em quem tem zumbido ou hiperacusia. Existe um teto de intensidade definido antes de começar, que na maior parte dos casos não passa de 90 dB HL, e ele não é ultrapassado. Quais frequências entram é decidido pelo seu audiograma e pela sua queixa.
A avaliação leva cerca de 30 minutos. Não há preparo, e a recomendação é chegar com repouso auditivo de pelo menos 14 horas, sem exposição a ruído intenso.
Não é teste de resistência. Você responde no primeiro momento em que o som incomoda, e pode parar quando quiser.Antes de começar
A fonoaudióloga explica o exame e pede o seu consentimento. Em quem tem zumbido, o exame pode desencadear ou aumentar o zumbido por um período, e isso entra na conversa antes.
Quando o exame é adiado
Crise de zumbido, hiperacusia intensa em fase de piora e exposição recente a ruído. Nesses casos começamos por história clínica e questionário, e o exame fica para depois. Onde o desconforto é muito intenso, o exame também pode ser feito com menos frequências e com teto reduzido.
O que o resultado mostra
Quando o exame mostra área dinâmica reduzida, passamos a avaliar hiperacusia. O resultado não é lido isolado: ele entra junto com a sua queixa, o questionário e o restante da avaliação audiológica. Limiar de desconforto baixo não confirma hiperacusia por si só, e limiar normal não a exclui.
Confirmada a hiperacusia, a terapia sonora é uma das condutas usadas, em geral junto com orientação e terapia cognitivo-comportamental. Qual conduta cabe em cada caso é definido na consulta.
Mesmo parecendo simples, o exame exige técnica do fonoaudiólogo, justamente para que o paciente não saia com mais desconforto do que trouxe.
Dúvidas frequentes sobre o limiar de desconforto
O exame dói?
Não machuca: nada entra no ouvido, não há agulha nem contraste. O que o exame procura é o ponto em que o som incomoda, então desconforto faz parte, e você responde no primeiro momento em que sentir. Pode parar quando quiser.
O som pode chegar a um nível que machuque meu ouvido?
Não. Existe um teto de intensidade definido antes de começar, que na maior parte dos casos não passa de 90 dB HL, e ele não é ultrapassado. Se você não relatar desconforto até esse teto, o resultado é registrado como acima daquele valor, e o exame para ali.
Tenho zumbido. O exame pode piorar?
Pode desencadear ou aumentar o zumbido por um período, e é por isso que explicamos e pedimos seu consentimento antes. Em crise de zumbido, o exame é adiado.
Preciso fazer audiometria antes?
Sim. O exame começa a partir do seu limiar de audição, então a audiometria tonal precisa estar feita. Ela pode ser realizada aqui, no mesmo atendimento.
Quanto tempo dura?
Cerca de 30 minutos.
O exame diagnostica misofonia?
Não. Ele separa intolerância por intensidade, que é a hiperacusia, de reação a sons específicos. O diagnóstico da misofonia é feito em conjunto com outras áreas.
Preciso de pedido médico?
Sim. O pedido médico é obrigatório para agendar.
Quem entrega e explica o resultado?
O profissional que realizou o exame, o mesmo que conduziu a avaliação e analisou as respostas.
Quanto custa o exame de limiar de desconforto
O valor é informado pela clínica no agendamento, pelo WhatsApp (11) 93392-6028. O atendimento é particular na unidade de Higienópolis, e a Fonotom emite nota fiscal para que o paciente solicite reembolso ao seu plano de saúde. A cobertura varia entre operadoras e deve ser confirmada com o plano antes do exame.
Onde fazer o exame de limiar de desconforto em São Paulo
A Fonotom realiza o exame na Avenida Angélica, 1968, sala 64, em Higienópolis, São Paulo, com fonoaudiólogos especialistas em audiologia. O agendamento é pelo WhatsApp (11) 93392-6028. Avise no agendamento se você está em crise de zumbido ou em fase de piora da hiperacusia.
Agende seu exame de limiar de desconforto em São Paulo.
Conteúdo revisado por Andrea Soares, fonoaudióloga, CRFa 2-11424. Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Santa Casa de São Paulo e Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa nº 7788/20).
Última revisão: 9 de setembro de 2026.