O que é a audiometria de altas frequências
A audiometria de altas frequências é um exame que mede o limiar auditivo nas frequências situadas acima da faixa testada pela audiometria convencional, até 16.000 Hz. O procedimento é o mesmo da audiometria tonal, com sons puros apresentados por fone, orelha por orelha, e o paciente sinalizando sempre que percebe o som. O que muda é a faixa: a avaliação convencional vai de 250 a 8.000 Hz, e este exame continua a partir daí.
- O que mede: o limiar auditivo por via aérea, orelha por orelha, acima de 8.000 Hz.
- Faixa avaliada: até 16.000 Hz.
- Duração: cerca de 30 minutos.
- Preparo: não é necessário preparo.
- Como é feito: em sala com tratamento acústico, com resposta do paciente a cada som.
É um exame complementar. Costuma ser realizado junto com a audiometria tonal e vocal, na mesma sessão, e não a substitui.
Até que frequência o exame avalia
A audiometria convencional testa de 250 a 8.000 Hz. A audiometria de altas frequências avalia acima desse ponto, até 16.000 Hz, que é o teto com níveis de referência estabelecidos em norma internacional de calibração. Acima de 16.000 Hz não existe referência padronizada, e por isso o exame não vai além disso.
Duas informações ajudam a ler o resultado dessa faixa. A primeira é que o limiar nas frequências mais altas depende muito da idade, mais do que na faixa convencional, e não há um único conjunto de valores normativos consensual. Um limiar elevado em 14.000 ou 16.000 Hz pode ser esperado em determinada idade, e o resultado se lê contra esse contexto. A segunda é que o audiômetro tem limite de saída mais baixo nas frequências mais altas, então a ausência de resposta pode refletir o limite do equipamento e não a ausência de audição.
Quando a audiometria de altas frequências é indicada
- Monitoramento de medicamentos ototóxicos. Alguns tratamentos afetam primeiro as frequências mais altas, e a alteração aparece nessa faixa antes de chegar à faixa convencional. O acompanhamento se faz por comparação, então um exame realizado antes do início do tratamento é o que permite identificar mudança depois. O pedido parte de quem conduz o tratamento.
- Queixa auditiva com audiometria convencional normal. Parte dos pacientes com zumbido ou com dificuldade para ouvir tem limiares normais até 8.000 Hz e apresenta alteração acima disso. O exame mostra o que a avaliação convencional não alcança.
- Acompanhamento de quem trabalha exposto a ruído. A exposição a níveis sonoros elevados se associa a alteração nas frequências mais altas, inclusive em quem tem audiograma convencional normal.
- Investigação do zumbido, em conjunto com a acufenometria e com a pesquisa de limiar de desconforto.
- Programação de gerador sonoro. Os dados de limiar de desconforto e de nível de mascaramento nessa faixa são usados no ajuste do som apresentado na terapia sonora do zumbido.
Uma observação importante para quem trabalha exposto a ruído: a audiometria de altas frequências não substitui a audiometria ocupacional. O exame exigido em programas de saúde ocupacional avalia as frequências de 500 a 8.000 Hz, e é nessa faixa que se caracteriza a perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados. A audiometria de altas frequências avalia acima disso e serve ao acompanhamento, não ao exame admissional, demissional ou periódico.
Como é feito o exame
O paciente fica em sala com tratamento acústico e sinaliza sempre que ouve o som apresentado. O exame é indolor, não é invasivo e não exige preparo. O resultado depende da resposta do paciente a cada estímulo, como na audiometria convencional.
Na Fonotom, o exame é feito com audiômetro de dois canais e fones de alta frequência. Com esse equipamento a clínica realiza também a acufenometria, a determinação do limiar de desconforto e a avaliação do nível de mascaramento para a terapia sonora do zumbido.
Uma diferença em relação à audiometria convencional merece registro. Nesta faixa se avalia apenas a via aérea. Não há pesquisa de via óssea acima de 8.000 Hz, porque a calibração de vibradores ósseos nessa faixa não é procedimento de rotina. Portanto este exame não distingue perda condutiva de neurossensorial, e essa distinção continua sendo feita na audiometria tonal e vocal, pela comparação entre as duas vias.
Audiometria de altas frequências e os outros exames da audição
Este exame é a mesma medida da audiometria tonal deslocada para cima: mesmo desfecho, que é o limiar, mesma resposta voluntária do paciente, mesma via aérea, faixa diferente. Os outros exames da audição se separam dele por mudar outro termo dessa definição.
- A imitanciometria não mede limiar e não depende de resposta voluntária. Ela avalia o comportamento da orelha média, e quando é feita com tom-sonda de alta frequência a expressão se refere ao som usado como sonda, não à faixa avaliada. Exame diferente, com outra pergunta.
- A pesquisa de limiar de desconforto usa estímulo tonal e mede o teto, ou seja, a partir de que intensidade o som incomoda, em vez do mínimo audível.
- A acufenometria apresenta sons na faixa alta, mas o desfecho não é limiar. O paciente compara o estímulo ao próprio zumbido até encontrar o mais parecido.
- A verificação de prótese auditiva não avalia a orelha, avalia o desempenho do aparelho em uso.
Perguntas frequentes sobre audiometria de altas frequências
Audiometria de altas frequências é o mesmo que imitanciometria de alta frequência?
Não. São exames diferentes. Na audiometria de altas frequências, a expressão se refere à faixa de sons avaliada, acima de 8.000 Hz. Na imitanciometria de alta frequência, ela se refere ao tom-sonda usado para medir a orelha média, técnica aplicada sobretudo em bebês. Uma mede limiar de audição, a outra mede o comportamento do sistema tímpano-ossicular.
Qual a diferença entre audiometria convencional e de altas frequências?
A faixa avaliada. A convencional vai de 250 a 8.000 Hz e inclui via aérea, via óssea e a avaliação da fala. A de altas frequências avalia acima de 8.000 Hz, até 16.000 Hz, apenas por via aérea. As duas se complementam e costumam ser feitas na mesma sessão.
O exame dói? Preciso de preparo?
Não dói e não exige preparo. Nada é introduzido além do fone, e o exame não usa agulha, contraste nem sedação. O paciente ouve sons e responde.
Quanto tempo dura o exame?
Cerca de 30 minutos, dependendo da colaboração do paciente durante o teste.
Preciso fazer audiometria tonal antes?
A audiometria de altas frequências é complementar, e a leitura do resultado parte dos limiares da faixa convencional. Na Fonotom os dois exames podem ser realizados no mesmo atendimento, e quem já tem uma audiometria tonal e vocal recente pode trazê-la.
Onde fazer audiometria de altas frequências em São Paulo?
Na Fonotom, na Avenida Angélica, 1968, sala 64, em Higienópolis, São Paulo, próximo à linha Amarela do Metrô. O agendamento é pelo WhatsApp (11) 93392-6028.
Quanto custa a audiometria de altas frequências
O valor do exame é informado no agendamento, pelo WhatsApp (11) 93392-6028.
Como o exame é feito em geral junto com a audiometria tonal e vocal, na mesma sessão, informe no contato se você precisa dos dois exames ou apenas da faixa acima de 8.000 Hz, e se já tem uma audiometria recente para trazer. São dois registros distintos, e o agendamento muda conforme o caso.
A cobertura por convênio varia entre operadoras e deve ser confirmada com o plano antes do exame.
Agendar audiometria de altas frequências
Conteúdo revisado por Andrea Soares, fonoaudióloga, CRFa 2-11424. Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Santa Casa de São Paulo e Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa nº 7788/20).
Última revisão: 4 de setembro de 2026.