Audiometria de Altas Frequências

Audiometria de altas frequências

O que é a audiometria de altas frequências

A audiometria de altas frequências é um exame que mede o limiar auditivo nas frequências situadas acima da faixa testada pela audiometria convencional, até 16.000 Hz. O procedimento é o mesmo da audiometria tonal, com sons puros apresentados por fone, orelha por orelha, e o paciente sinalizando sempre que percebe o som. O que muda é a faixa: a avaliação convencional vai de 250 a 8.000 Hz, e este exame continua a partir daí.

É um exame complementar. Costuma ser realizado junto com a audiometria tonal e vocal, na mesma sessão, e não a substitui.

Até que frequência o exame avalia

A audiometria convencional testa de 250 a 8.000 Hz. A audiometria de altas frequências avalia acima desse ponto, até 16.000 Hz, que é o teto com níveis de referência estabelecidos em norma internacional de calibração. Acima de 16.000 Hz não existe referência padronizada, e por isso o exame não vai além disso.

Duas informações ajudam a ler o resultado dessa faixa. A primeira é que o limiar nas frequências mais altas depende muito da idade, mais do que na faixa convencional, e não há um único conjunto de valores normativos consensual. Um limiar elevado em 14.000 ou 16.000 Hz pode ser esperado em determinada idade, e o resultado se lê contra esse contexto. A segunda é que o audiômetro tem limite de saída mais baixo nas frequências mais altas, então a ausência de resposta pode refletir o limite do equipamento e não a ausência de audição.

sala com tratamento acústico da Fonotom, onde a audiometria de altas frequências é realizada

Quando a audiometria de altas frequências é indicada

  1. Monitoramento de medicamentos ototóxicos. Alguns tratamentos afetam primeiro as frequências mais altas, e a alteração aparece nessa faixa antes de chegar à faixa convencional. O acompanhamento se faz por comparação, então um exame realizado antes do início do tratamento é o que permite identificar mudança depois. O pedido parte de quem conduz o tratamento.
  2. Queixa auditiva com audiometria convencional normal. Parte dos pacientes com zumbido ou com dificuldade para ouvir tem limiares normais até 8.000 Hz e apresenta alteração acima disso. O exame mostra o que a avaliação convencional não alcança.
  3. Acompanhamento de quem trabalha exposto a ruído. A exposição a níveis sonoros elevados se associa a alteração nas frequências mais altas, inclusive em quem tem audiograma convencional normal.
  4. Investigação do zumbido, em conjunto com a acufenometria e com a pesquisa de limiar de desconforto.
  5. Programação de gerador sonoro. Os dados de limiar de desconforto e de nível de mascaramento nessa faixa são usados no ajuste do som apresentado na terapia sonora do zumbido.

Uma observação importante para quem trabalha exposto a ruído: a audiometria de altas frequências não substitui a audiometria ocupacional. O exame exigido em programas de saúde ocupacional avalia as frequências de 500 a 8.000 Hz, e é nessa faixa que se caracteriza a perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados. A audiometria de altas frequências avalia acima disso e serve ao acompanhamento, não ao exame admissional, demissional ou periódico.

Como é feito o exame

O paciente fica em sala com tratamento acústico e sinaliza sempre que ouve o som apresentado. O exame é indolor, não é invasivo e não exige preparo. O resultado depende da resposta do paciente a cada estímulo, como na audiometria convencional.

Na Fonotom, o exame é feito com audiômetro de dois canais e fones de alta frequência. Com esse equipamento a clínica realiza também a acufenometria, a determinação do limiar de desconforto e a avaliação do nível de mascaramento para a terapia sonora do zumbido.

Uma diferença em relação à audiometria convencional merece registro. Nesta faixa se avalia apenas a via aérea. Não há pesquisa de via óssea acima de 8.000 Hz, porque a calibração de vibradores ósseos nessa faixa não é procedimento de rotina. Portanto este exame não distingue perda condutiva de neurossensorial, e essa distinção continua sendo feita na audiometria tonal e vocal, pela comparação entre as duas vias.

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Audiometria de altas frequências e os outros exames da audição

Este exame é a mesma medida da audiometria tonal deslocada para cima: mesmo desfecho, que é o limiar, mesma resposta voluntária do paciente, mesma via aérea, faixa diferente. Os outros exames da audição se separam dele por mudar outro termo dessa definição.

Perguntas frequentes sobre audiometria de altas frequências

Audiometria de altas frequências é o mesmo que imitanciometria de alta frequência?

Não. São exames diferentes. Na audiometria de altas frequências, a expressão se refere à faixa de sons avaliada, acima de 8.000 Hz. Na imitanciometria de alta frequência, ela se refere ao tom-sonda usado para medir a orelha média, técnica aplicada sobretudo em bebês. Uma mede limiar de audição, a outra mede o comportamento do sistema tímpano-ossicular.

Qual a diferença entre audiometria convencional e de altas frequências?

A faixa avaliada. A convencional vai de 250 a 8.000 Hz e inclui via aérea, via óssea e a avaliação da fala. A de altas frequências avalia acima de 8.000 Hz, até 16.000 Hz, apenas por via aérea. As duas se complementam e costumam ser feitas na mesma sessão.

O exame dói? Preciso de preparo?

Não dói e não exige preparo. Nada é introduzido além do fone, e o exame não usa agulha, contraste nem sedação. O paciente ouve sons e responde.

Quanto tempo dura o exame?

Cerca de 30 minutos, dependendo da colaboração do paciente durante o teste.

Preciso fazer audiometria tonal antes?

A audiometria de altas frequências é complementar, e a leitura do resultado parte dos limiares da faixa convencional. Na Fonotom os dois exames podem ser realizados no mesmo atendimento, e quem já tem uma audiometria tonal e vocal recente pode trazê-la.

Onde fazer audiometria de altas frequências em São Paulo?

Na Fonotom, na Avenida Angélica, 1968, sala 64, em Higienópolis, São Paulo, próximo à linha Amarela do Metrô. O agendamento é pelo WhatsApp (11) 93392-6028.

Quanto custa a audiometria de altas frequências

O valor do exame é informado no agendamento, pelo WhatsApp (11) 93392-6028.

Como o exame é feito em geral junto com a audiometria tonal e vocal, na mesma sessão, informe no contato se você precisa dos dois exames ou apenas da faixa acima de 8.000 Hz, e se já tem uma audiometria recente para trazer. São dois registros distintos, e o agendamento muda conforme o caso.

A cobertura por convênio varia entre operadoras e deve ser confirmada com o plano antes do exame.

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Conteúdo revisado por Andrea Soares, fonoaudióloga, CRFa 2-11424. Mestre em Saúde da Comunicação Humana pela Santa Casa de São Paulo e Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa nº 7788/20).
Última revisão: 4 de setembro de 2026.

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